Este cliente irlandês nos contatou inicialmente com a ideia de importar um Peugeot Híbrido. Parecia uma escolha sólida até analisarmos as emissões: 114 g/km de CO₂. É um valor alto demais para se beneficiar dos grandes incentivos fiscais disponíveis para híbridos plug-in. Explicamos que, para realmente aproveitar o desconto, o veículo precisava emitir 50 g/km de CO₂ ou menos.
Ele levou nosso conselho a sério e foi em busca de um carro melhor. Depois de algum tempo, voltou com um Mitsubishi Outlander PHEV — uma opção muito melhor para uma importação com baixo custo tributário.
Levando o carro para Portugal
A compra na Alemanha ocorreu sem problemas, e o carro ainda não estava em Portugal. O cliente optou por transportar o veículo em reboque, o que funcionou bem. Enquanto isso, ele solicitou o Certificado de Conformidade (COC) diretamente à Mitsubishi — uma decisão inteligente.
A dor de cabeça da alfândega
Reunir todos os documentos necessários foi a parte fácil. O verdadeiro problema começou quando enviamos a declaração alfandegária.
E então… silêncio.
Por semanas.
Apesar de várias tentativas de acompanhamento, não recebemos nenhuma resposta da alfândega. Nenhuma atualização, nenhuma solicitação — apenas silêncio absoluto. Finalmente, alguém da alfândega decidiu responder. E adivinhem? Eles tinham colocado o veículo na categoria de imposto errada. Erro deles. Mas, em vez de consertarem eles mesmos, nos disseram que tínhamos que pagar a diferença primeiro.
Paremos um momento e reconheçamos o quão absurdo isso é. Qualquer pessoa sensata esperaria que:
- A alfândega deve informá-lo imediatamente se algo estiver errado — e não desaparecer por semanas.
- Eles deveriam corrigir o próprio erro, não fazer o cliente pagar mais e só resolver depois.
- E se um reembolso for devido, eles devem enviá-lo diretamente de volta para a conta de onde veio — e não devolvê-lo por meio de desvios desnecessários.
Mas não, isso seria lógico demais.
No final, fizemos o pagamento extra e tivemos que providenciar um reembolso na alfândega — que foi enviado ao cliente, que então teve que nos devolver. Tivemos que orientar o cliente passo a passo nessa confusão, explicando constantemente por que as coisas estavam demorando tanto e por que o processo parecia tão atrasado.
Ele, compreensivelmente, ficou frustrado — assim como nós. Enquanto isso, o carro ficou parado, indirigindo.
Os burocratas nunca deixam de surpreender.
Finalmente: Resolução
Por fim, ajudamos a alfândega a desembaraçar seu próprio caos e, quando tudo voltou aos trilhos, o veículo foi registrado sem maiores problemas.
Principais conclusões
- Verifique as especificações de emissões antes de comprar um híbrido plug-in. Menos de 50 g/km de CO₂ podem gerar grandes benefícios fiscais.
- Solicite seu COC imediatamente após a compra do veículo. Não espere — os atrasos podem aumentar rapidamente.
- Espere erros das autoridades. Infelizmente, eles são mais comuns do que você imagina, então tenha em mente que isso pode acontecer. E raramente vêm acompanhados de uma comunicação clara.
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